Educação fora da escola: 6 maneiras de reforçar o aprendizado do seu filho

Educação fora da escola: 6 maneiras de reforçar o aprendizado do seu filho

Livros, jogos, aplicativos, brinquedos e as atividades do dia a dia são jeitos gostosos de acompanhar em casa a relação das crianças com esse aprendizado.

J  a…bu…ti…ca…a…b… ba! “Jabuticaba!” Você consegue se lembrar qual é a sensação de decodificar uma palavra? E a de acertar uma conta? Lidar com letras e números traz descobertas incríveis. Por isso mesmo, merece ter continuidade também fora da escola.

Na leveza do aprender em casa, a família ganha uma chance de deixar a ansiedade de lado e entrar no tempo da criança. “É uma delícia ver as

 hipóteses equivocadas e seu percurso de pensamento”, diz a pedagoga e especialista em alfabetização Denise Pinhas.  Ou seja, esse assunto é bem mais do que aprender a contar de 1 a 10 ou decorar o alfabeto. Trata-se de um processo de aquisição de cultura, de entendimento da sociedade em que vive e de como se comunicar e compreender questões emocionais e práticas da vida. Veja o que você e o seu filho podem fazer no dia a dia para criar mais intimidade com as palavras e os números. 

NA PRÁTICA

O cotidiano vai dar várias ideias para o seu filho ter mais contato com letras e números: como fazer pequenas somas de itens encontrados em casa, numerar partes do corpo, até chegar ao raciocínio de compras e trocos. “Ler a instrução do brinquedo, escrever junto bilhetes na agenda para a professora, ler o cardápio e escolher o prato no restaurante, ter o convite de um aniversário pregado na geladeira para consultar quando e onde será, tudo isso colabora”, diz a educadora Marina Poladian. São oportunidades de entender os vários contextos do uso da escrita e dos cálculos.

JOGOS E BRINQUEDOS

Há as tradicionais palavras cruzadas, mas também vários kits com alfabetos e números (de madeira, plástico, de ímãs para geladeira). E do que e com o que você brincava? “Busque referências da sua própria infância: de que jogos gostava? Stop? Memória com letras? Lince? Compartilhe com o pequeno. Para os menores: escrever com canetinha, lousas de giz, lousas mágicas, caça ao tesouro com pistas, blocos com letras e números, peças de encaixe. Para os maiores, alguns jogos mais estruturados, como o Detetive, Cara a Cara, Master”, indica Marina. Mais dicas: se o kit de brincar de médico vem com um receituário, pronto, é hora de escrever (com as cobrinhas mesmo!) do que o “paciente” precisa. Se o faz de conta é de restaurante, além de anotar os pedidos, também dá para contar o estoque: quantas laranjas, uvas ou talheres tem na caixa?

Curly-haired boy in striped t-shirt with hands behind head lying on grass smiling and sticking out tongue.

POESIA, ADIVINHAS, CHARADAS

A poesia e as brincadeiras frasais, como adivinhas, trava-línguas ou perguntas “inúteis” como as charadas, quebram essa relação de “verdades e significados” com a palavra. A vida toda brincamos com as palavras, trocamos sentidos, podemos inventar maneiras de dizer o que sentimos. Por isso, o som da palavra e os seus significados podem dar sentido musical aos modos de escrita, do mesmo modo que as cantigas tradicionais.

historias-antes-dormir

LIVROS 1, 2 E 3!

A qualidade dos livros para a infância, com conteúdos de não ficção como ciências ou biografias, aumenta e melhora (ufa!) cada vez mais. Abecedários e obras que ensinam números entram nessa seção. Para todas as idades, abra, divirta-se e apresente à criança o que for mais interessante. Como referência para mostrar o de 1 a 10, Uma Lagarta Muito Comilona (Eric Carle, Ed. Callis) e Dez Patinhos (Graça Lima, Ed. Companhia das Letrinhas).

SIGA OS CLÁSSICOS

Como a oferta de “programas educativos” é grande, tanto na TV quanto em canais no YouTube, a dica é seguir mestres do ramo, como o norte-americano Jim Henson, o criador de Vila Sésamo, que há 50 anos nos mostra que ao lado do “educativo” tem de vir sempre o “criativo”. Pela emoção, pelo humor, pelo estranhamento, seja o que for, os pais devem ser surpreendidos e sensibilizados. Além das dezenas de esquetes de Garibaldo, Elmo e sua turma, há o adorável Alfabita, do Mundo Bita, e o mais recente Frankie e Frank, curtas exibidos no NickJr.

ABC NO DIGITAL

Existe uma porção de jogos para celular e tablet para distrair as crianças. No entanto, Marcelo Jucá, escritor, educador e pesquisador do mundo digital, alerta: “No universo de apps encontramos muita coisa mal feita, sem cuidado, ruim. Mas há os que se destacam por conseguir unir, de formas diferentes, o pedagógico e o lúdico ao mesmo tempo. A escolha das cores, da programação e a forma de transmitir os conteúdos faz muita diferença”, diz Marcelo. Entre as dicas do especialista, para brincar com as letras estão o LetterSchool – Escreva Letras!, o Jardim das Letras e o Icruzadinha. No “superapp” Bini Bambini, já há vários tipos de jogos. Todos disponíveis para Android e iOS.

 

Conteúdo original da Revista Crescer. 

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Por que continuar a pagar a escola do meu filho?

Por que continuar a pagar a escola do meu filho?

“Há mortes evitáveis na pandemia, e a morte da escola é uma delas”
Texto de Alexandre Coimbra Amaral, Psicólogo do programa Encontro com Fátima Bernardes da Rede Globo.

Quando nos dissemos “feliz ano novo” na virada que aconteceu há pouco mais de quatro meses, não imaginaríamos a complexidade que seria construir a sensação de felicidade em 2020. Estamos vivendo o momento mais desafiador de toda a existência, independentemente da idade que tenhamos. Nunca fomos subtraídos de tantas situações e sensações até aqui. Vivemos a privação da liberdade de ir e vir (ainda que ela tenha uma finalidade humanitária e socialmente responsável, a única saída científica que temos até aqui para a convivência na pandemia), temos que usar máscaras para as poucas saídas ao mundo, tememos adoecer ou precisar de qualquer instituição hospitalar, precisamos administrar uma dose extra de assepsia às atividades mais cotidianas, não podemos abraçar quem está fora de casa, temos que guardar distâncias de qualquer humano por ser fonte potencial de transmissão do vírus em seu estado ainda assintomático. E a lista poderia ganhar todo o espaço da coluna, basta que você feche os olhos e enxergue como era a sua vida há três meses, e toda a diferença para o que ela se transformou hoje.

Uma das maiores perdas está sendo vivida pelas crianças. Elas não têm o espaço da escola, que lhes servia de cimento para seus pés correrem, para suas mãos criarem, para seus cérebros pensarem e para seus corações se afetarem com as histórias e brincadeiras dos colegas e professores. A escola, este lugar em que nossos filhos passavam pelo menos um turno de seus dias, e que reunia um tanto de sua identidade, está fechada por tempo indeterminado. Aquilo que era espaço lúdico e de aprendizagem passou a ser uma zona de risco de contágio. Embora as crianças sejam em tese grupo de baixo risco dentro da pandemia, podem ser transmissoras para os familiares que podem ser mais vulneráveis. A escola passou a ser lugar de perigo. Que avesso do avesso do avesso do avesso. Um lugar dos mais sagrados na vida de uma criança, não obstante todas as críticas que possamos ter às suas formas arcaicas de continuar funcionando, agora é um lugar que pode aglomerar – outro verbo que mudou o seu significado para o avesso. Antes era sinônonimo de encontro ou festa, hoje é parte dos medos que nos assombram. A estranheza passou a morar nas escolas fechadas e escuras.

A vida que ali existia tenta ser transmutada para as plataformas virtuais. É o que temos, e é louvável o esforço das instituições de ensino para adaptar as suas necessidades de construção do conhecimento a estes lugares de risco zero para o encontro humano de hoje. Como tudo isto nos pegou de surpresa, é inegável que há dificuldades maiúsculas nesta transposição da escola para o online. Há faixas de idade que simplesmente se mostram quase ou totalmente incompatíveis com este método. 

Há crianças que não se adaptam, que vivem um luto ambivalente daquilo que não têm mais, e não conseguem aderir ao que lhes é possível ter. Há mães e pais exaustos, tendo que compatibilizar suas inúmeras atividades profissionais também virtualizadas com o acompanhamento dos filhos na nova estrada de ensino e aprendizagem. Estrada esburacada essa, com poucas luzes em muitos lares. Mães e pais se sentem vivendo os papéis das professoras, e inclusive aproveitam para honrá-las por seu papel hercúleo de manter a atenção e o interesse de uma sala de aula durante todo o ano, em conteúdos que pouco podem interessar aos estudantes. Crianças se frustram porque querem a sua vida de volta, querem o grupo, querem o abraço da galera, querem a gargalhada durante a aula, querem a delícia de receber um olhar de admiração da professora. Há perdas por todos os lados, há perdas em tudo o que eu vejo.

Depois de dois meses de quarentena, estamos todos com as emoções transbordando, oscilando da esperança ao desespero em questão de horas. A escola passa a ser questionada em sua eficácia. Claro, estamos (ou estávamos) numa vida que cultuava a performance e a excelência como seu valor maior. Quando algo passa a ser ineficaz, merece a vala comum da exclusão. Por que manter algo que não resolve meu problema, que não me apoia no que poderia me apoiar, e que me dá ainda mais trabalho e complexidade para a minha vida? O que fazer com esta mensalidade que poderia ser revertida para outras células da planilha de custos da família?

Uma escola é uma comunidade de aprendizagem, que nasce de um projeto de construir saber. Há gerações e gerações de educadores e funcionários de secretaria, limpeza e segurança fazendo acontecer este projeto no dia-a-dia, dando vida àquelas paredes aparentemente inertes. Uma escola é uma história que se pode contar a partir de muitas vidas, de inúmeras cenas de angústia e resiliência, de desencontro e profundo laço entre pessoas que ali a habitaram ao longo dos anos em que estiveram estudando. Uma escola é uma ponte entre o mundo que já existiu e as vidas que se capacitam para fazer outro mundo acontecer. Uma escola é parte inerente de um país que se quer fazer brotar, sobretudo em momentos como este que vivemos. Uma escola tem professoras e professores que sobrevivem aos salários, tem funcionários que dependem daquela renda para sobreviver. Uma escola tem alma. Tudo isso está em risco também nesta pandemia. Uma das tragédias que podemos viver é o esfarelamento das escolas particulares de nosso país. Com uma diferença: se na pandemia os idosos são o grupo de risco, nas escolas o risco maior de morte está na educação infantil. Já estamos vendo inúmeras escolas infantis fecharem as portas, e mal começamos a travessia do isolamento social imposto pelo senhor coronavírus.

Claro que você que me lê pode ser uma mãe ou pai que tem seu filho em escola pública. Se este for o seu caso, a sua tarefa continuará sendo estar atento para valorizar cada vez mais o direito das crianças brasileiras terem o direito à escola pública de qualidade. Sei que você também pode estar em dificuldades financeiras, por trabalhar num setor da economia afetado pela pandemia, por ter perdido o seu trabalho ou por ter tido redução do salário. Neste caso, se você tem filhos na escola particular, converse com os responsáveis e negocie novos valores possíveis para sua nova realidade familiar. Mas se você tiver condição de manter o pagamento da mensalidade do seu filho, faça isso. Pagar a escola significa esperançar a continuidade daquele projeto pedagógico, apoiar a sustentabilidade das professoras e funcionárias, e poder ser parte da construção de uma comunidade que apoia uma bela causa. Você e seu filho poderão crescer com isso. Juntos, vão participar de um projeto solidário em torno da causa da perpetuação de um lugar de fazer futuros acontecerem. Vocês poderão contar esta história, orgulhosos, da vida que pôde acontecer, cada um fazendo o seu possível, para a escola passar por esta provação e continuar viva.

Muitos dizemos que o futuro de nosso país passa necessariamente pela educação. É hora de fazermos desta fala um ato presente, uma força-tarefa que trazemos como chamamento destes tempos estranhos. Há mortes evitáveis na pandemia, e a morte da escola é uma delas. Junto com uma escola morta, há lutos dolorosíssimos. E junto com a escola que permanece depois da pandemia, há histórias para serem contadas de resiliência comunitária, de um laço inédito que se forma na classe média brasileira que costumava viver nos prédios sem conhecer o vizinho do lado.

Eu prefiro o lado da existência resistente. Já que será inevitável habitar um mundo novo e cheio de desafios, que a escola de nossos filhos possa permanecer viva, e aberta para as transformações que serão igualmente necessárias em sua forma e conteúdo. Eu prefiro o lado do abraço à escola, em família, e faço a você este convite. Organize conversas nos grupos de mães e pais, sobre como a escola dos seus filhos pode ser cuidada. Ela agora é um dos grupos de risco, que não merece ficar esquecida enquanto tenta sobreviver ao desafio inimaginável de ser descartável a muitos de nossos olhos.

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Estudar em casa

estudar em casa

O isolamento social levou muitos colégios a aderirem o ensino a distância. Com o Educar não foi diferente, estamos utilizando a tecnologia a nosso favor, mas compreendemos as dificuldades de conciliar os filhos em casa com a rotina home office. Por isso, separamos 6 dicas para ajudar você e seus filhos a criarem o hábito do estudo em casa!

Entendemos que na situação que vivemos agora é um pouco difícil de aceitar e muito distante da realidade que estávamos inseridos a duas semana atrás. O medo e a ansiedade com os problemas atuais estão presentes a todo tempo, mas precisamos controlar isso para permanecermos bem e para conseguir cuidar das crianças, afinal, elas também não estão acostumadas com toda essa rotina. Portanto, comece o dia respirando e ciente de que é uma fase que exige novos hábitos e atitudes. Por isso, separamos algumas dicas para você e os pequenos conseguirem lidar melhor com esse novo cotidiano.

CRIE UMA ROTINA

A organização é essencial para que o trabalho e os estudos em casa funcionem. Por isso, estipule horários, essa medida ajuda a organizar o tempo do estudante, o que contribui para que ele consiga administrar melhor as demais atividades do dia a dia. Mantenha os hábitos de acordar e dormir nos mesmos horários. A rotina definida garante previsibilidade e segurança para as crianças.

ESTABELEÇA UM LOCAL ADEQUADO

Quando o despertador tocar, é a hora de se levantar e "ir" para a escola, como se fosse sair de casa. Então, acorde no horário, tire o pijama e o mais importante, coloque o aluno em um espaço apropriado para estudar. Assim, poderá guardar de forma organizada os materiais que necessita para realizar as atividades, como cola, tesoura, livros, revistas, jornais, entre outros. Para ajudar, faça um cronograma do dia, mostrando qual é o horário de começar e terminar as atividades.

FAÇA INTERVALOS PARA SE CONECTAR COM AS CRIANÇAS


Se possível, faça intervalos no trabalho para interagir com as crianças. Não precisam ser tempos longos, 10 minutos podem ser o bastante para eles se sentirem mais acolhidos e criar um vínculo maior. Outra estratégia interessante é fazer atividades junto com as crianças. Cozinhem juntos, almocem juntos, tomem banho juntos, conversem ao final do dia, dividam suas experiências, avaliem o que deu certo, o que deu errado e o que pode melhorar. Construam vínculos fortes não só para o dia seguinte, mas para toda vida.

NÃO ASSUMA A ATIVIDADE DO FILHO

É imprescindível que os pais auxiliem seu filho e esclareçam possíveis dúvidas na hora da execução da tarefa, mas nunca assumam a atividade para si. Essa atitude ajuda o professor a medir o grau de dificuldade e o nível de conhecimento da criança ou adolescente.

ESTIMULE O INTERESSE PELO ESTUDO

Na maioria das vezes o estudo não é visto com bons olhos, pois ocupa um tempo em que a criança poderia brincar, assistir à TV, jogar no computador, etc. Então, é recomendável que os pais estimulem seu filho a desempenhar a tarefa diariamente destacando os ganhos em aprendizagem que seu filho pode ter com essa atividade. Outro aspecto fundamental é a família também demonstrar interesse e entusiasmo pela produção da criança. Incentivar o filho a interpretar, avaliar e sintetizar a tarefa e assim trocarem ideias sobre o aprendizado.

Fontes: Revista Crescer e Revista Direcional Escolas. 

MANTENHA A CALMA

É preciso cuidar das próprias emoções para não afetar as crianças. A agitação dos pais pela ansiedade e medo é percebida pelos filhos e isso afeta a forma como todos se comportam. Assim, é necessário ser honestos com os pequenos. Contar o que está acontecendo, explicar sobre os cuidados que precisamos ter em casa. É importante destacar que não precisamos transmitir medo ou preocupação excessiva, mas deixar as crianças saberem o que está acontecendo com o mundo de forma clara. Este momento é um convite para que os filhos se sintam parte da família e possam, inclusive, propor soluções para os dilemas de casa. As crianças querem se sentir pertencentes e, quando se sentem melhor envolvidas nas questões de casa, tendem a colaborar mais.

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Crianças em casa, e agora?

Crianças em casa, e agora?

A necessidade de suspensão das aulas em decorrência ao Coronavírus pegou todos de surpresa e apesar de ser uma medida necessária para a saúde de todos, ninguém estava preparado para ter as crianças em casa. Sabemos que isso gerou aquela dúvida: “E agora, o que eu faço?”
Bom, separamos algumas dicas para se divertir e se entreter nesse momento de distanciamento social.

Todos estão cientes da situação atual no mundo. O coronavírus, que teve seu primeiro caso em nosso país no último mês, tem se espalhado de maneira rápida e por isso, não podemos deixar que a situação se torne ainda mais alarmante. Com isso, vários órgãos e estabelecimentos tem anunciado paralisação das atividades para manter a segurança geral. E com as escolas não foi diferente, após determinação da Secretária de Educação, as instituições devem parar as suas atividades afim de minimizar o contagio do vírus. Em função disso, vários pais foram pegos de surpresa com esse período das crianças em casa, mas não se preocupe, o Colégio Educar separou algumas dicas para aproveitarem esse momento se divertindo, mas em segurança.

Lembrando,

a paralisação não deve ser considerado período de férias. Não marquem viagens ou façam passeios sem necessidade. Apesar de não haver motivo para pânico, quanto mais ficamos em casa, mais protegidos permanecemos.

Faça um cinema em casa

Se até os cinemas estão fechados, por que não aproveitar e fazer a sua própria sessão? Reserve a pipoca com algumas guloseimas e assistam algo que agrade a todos. Pode até ser aquela série que você gosta.

Leiam um livro juntos

Além de ser educativo, ler pode ser um ótimo passatempo, além de deixar as crianças bem entretidas. Interpretem os personagens em voz alta e contem um ao outro o que acharam de cada capítulo. Que tal um clube do livro? Pode ser muito divertido.

Pinte

Façam desenhos, pinte com lapis de cor, com tinta ou giz. Se não sabe desenhar, baixe os desenhos da internet e imprima para colorir. Deixe a arte fluir nas crianças.

Faça massinha de modelar caseira

Além de divertido, vai deixar as crianças entretidas por um bom tempo. Não tem muito segredo para brincar, é só deixar na mão dos pequenos e ver as artes aparecerem. E é muito fácil de fazer, você vai precisar de:
1 xícara de sal
4 xícaras de farinha de trigo
1 xícara e meia de água
3 colheres de sopa de óleo
Corante alimentício


Preparo: Em uma vasilha grande misture a farinha e o sal em seguida adicione a água e o óleo. Misture até que todo o conteúdo forme uma massa homogênea. Se ficar muito mole você pode adicionar mais farinha, e se ainda estiver seca e quebradiça adicione mais água. Depois, só adicionar o corante, que não é um item obrigatória, caso queira, pode deixar branca, ou dar cores com produtos naturais como colorau.

Ouçam música e dancem na sala

Coloque aquela música que as crianças gostam, afastem o sofá e dancem na sala. Vale até olhar vídeos de dança e tentar imitar.

Façam fotografias

Tirem selfies juntos, seja sorrindo, brincando ou fazendo caretas. Instigue seu filho a fazer fotos das coisas, pessoas e ambientes da casa. Fotografar pode ser um ótimo hobby e vai ocupar um bom tempo da criança. Além disso, olhem fotografias antigas, relembre momentos e compare como estão agora.

Sejam criativos, inventem ou alterem brincadeiras, aproveitem essa oportunidade juntos para se divertir e deixar o momento mais leve. Mas não deixe de incentivar os estudos, é muito importante que a criança mantenha em mente que não está de férias e se possível, estude as matérias e conteúdos já aplicados em aula.

Fique sempre ligado em nosso site e redes sociais para conferir as últimas informações.

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Hora da folia

Hora da folia

Carnaval chegando, todo mundo se preparando para aproveitar o feriadão. Mas fica aquela pergunta, e com as crianças, como eu faço? Pois bem, temos a solução para você! Selecionamos algumas opções para você curtir o feriado do lado de quem você mais ama.

E finalmente chegou aquele momento de tirar a fantasia do armário, preparar os confetes e cair na folia. Mas como aproveitar com as crianças? Apesar do Carnaval ser uma festa que possa causar um certo receio de levar as crianças para a multidão, temos opções tanto para quem quer ficar em casa, quanto para quem quer aproveitar nas ruas. Confira!

Bloquinhos de rua

Apesar de parecer impossível ser algo convidativo a crianças, existem bloquinhos de rua específicos para levar a garotada. Além de terem músicas direcionadas aos pequenos, ainda tratam de alguns temas que abordam conscientização, como meio ambiente. São frequentados em massa por famílias, o que deixa o ambiente mais leve e sem tanta muvuca. É a melhor opção para quem quer ter uma experiência típica de carnaval com as crianças e acima de tudo, manter a segurança (Mas lembre-se, por ser na rua, mantenha atenção).

Parque

Quem disse que não dá pra curtir um parque no carnaval? Afinal, é feriado, aproveitar ao ar livre é sempre uma ótima opção, ainda mais para quem vive na rotina da cidade. Andem de bicicleta, patins, skate. Façam aquele piquenique caprichado, com comidas leves, sucos e frutas. Brinquem na grama, joguem bola, observem as nuvens no céu. São infinitas possibilidades, usem a criatividade e se divirtam!

Museu

Pera aí, museu em pleno feriado? Sim! Exposições podem ser uma ótima e divertida opção para aproveitar esse momento. Procure por exposições interativas, com atividades lúdicas e que chamem a atenção das crianças, como o Catavento Cultural ou museu do futebol. Além de divertido, é uma oportunidade para as crianças aprenderem brincando.

Prefere o sossego?

E para quem prefere ficar em casa, ainda dá para se divertir muito junto com as crianças. Que tal montar cabanas improvisadas com lençóis e cadeiras? Aproveite e monte um belo piquenique na sala, com vários lanchinhos gostosos para sair um pouco da rotina. Deixe que eles se fantasiem e se fantasie também. Faça brincadeiras, jogue jogos de vídeo game ou tabuleiro, mas tente incluir a família toda. E um cineminha em casa? Assistir algum filme legal com os pequenos comendo uma pipoca é uma experiência única, pegue aquele filme que você gostava na infância ou algum que vocês ainda não tenham assistido e curta esse momento junto com eles.

Seja em casa, nos bloquinhos, no museu ou em qualquer lugar, o mais importante é a família se divertir junto e permanecer unida, pois esses serão os momentos que ficarão marcados na vida de cada um. Bom feriado!

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Tá chegando a hora

Tá chegando a hora

Passou o Natal, o ano novo e as férias estão quase no fim. Agora é a hora de se preparar para começar tudo de novo. Por isso, separamos algumas dicas para um retorno às aulas muito mais prático e sem estresse. 

A volta às aulas gera expectativa e algum tipo de ansiedade, e retornar à escola no início do ano mobiliza toda a família! A parte boa, é que, nessa fase, as crianças estão com saudades da escola, dos colegas, professores e espaços de convivência, querem compartilhar suas férias, as novidades e se mostram animadas. Então, a principal dica para a organização pré-retorno é deixar as crianças se sentirem parte desse processo. Estar próximo do filho nessas ações que, aparentemente, parecem corriqueiras, gera maior autoconfiança, tanto para as crianças quanto para os adultos. Vamos lá?

Hora de avaliar o calendário escolar e já se atentar às principais datas, como reuniões de pais, que acontecerá no dia 25/01.

Uniformes

Eles têm valores tabelados e, por isso, a compra antecipada facilita. Aproveite, se possível, peças de roupas de amigos ou familiares.

Lista de Materiais

Mochila e lancheira, por exemplo, são os primeiros tópicos da lista para resolver. Para poucos ou muitos itens, quanto antes programar para comprar, melhor: ganhamos tempo. Os locais de venda também ficam cheios e o atendimento é até comprometido com o excesso de movimentação. Outra dica: reunir grupo de mães e tentar obter um desconto maior em compras por atacado. Em casa, é sempre bom ter um kit com lápis preto e colorido, borracha, régua, cola. Para as lições que vierem da escola. Assim, vocês evitam tirar os itens da mochila e esquecer de devolve-los depois.

Com todas as compras em ordem, é hora de etiquetar tudo. Tudo, mesmo! Em especial, para a educação infantil, quando a troca e perda de itens é muito comum. Hoje, existem empresas que fazem etiquetas personalizadas, até com materiais resistentes à água.

AS NOVIDADES
Falar sobre o novo ano, o dia a dia escolar que está por vir, os amigos (antigos e novos), prepara a criança para o início da adaptação, que não é fácil em qualquer fase e idade.

ALIMENTAÇÃO E SONO
Regrar os horários de refeições e de ir para a cama também ajuda na preparação da corrida rotina de volta às aulas, que não é somente da criança.

AS EMOÇÕES
Neste momento, os pais têm grande importância, ao transmitir segurança e tranquilidade para o que está por vir.

Quem leva, quem busca

Está chegando o grande dia. Momento de planejar a logística de ida e volta da escola (pais que optam por transporte coletivo devem contratar antes das aulas começarem para garantir a vaga), calculando os tempos da agenda completa (da hora de brincar às atividades extras).

Cardápios

Seja das refeições em casa ou o que vai no lanche, sabendo o que vamos cozinhar, evitamos idas constantes ao supermercado e gastos excessivos. E os pequenos gostam de ter ideia do que vão levar na lancheira.

Rotina Impressa

Montar uma planilha de agenda para pais, babás, avós, tios e quem mais participar do dia a dia da criança bem interessante. O seu filho também se beneficia, pois saber o que vem depois daquilo que está fazendo proporciona segurança e diminui a ansiedade. Se ele ainda não lê, vale a pena investir em figuras e desenhos para ilustrar os compromissos do dia.

Lugar da lição

É hora de criar um cantinho na casa para que sejam realizadas as atividades pedagógicas da criança. O local deve ser claro, limpo e propiciar bons momentos para a hora da lição e dos estudos.

E no último dia de férias...

Vocês fizeram tudo que podiam, deram o seu melhor, aproveitaram as férias e curtiram seus filhos. Tenham uma noite tranquila, com uma deliciosa rotina do sono envolvendo muitas histórias, carinhos, beijos e torcida para que vivam um maravilhoso ano letivo em 2020!

Obs: Matéria original da Revista Crescer. 

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É hora de aproveitar

É hora de aproveitar

As esperadas férias chegaram, mas você já sabe como aproveitar junto com as crianças? Siga as dicas e se divirta!

Enfim as tão sonhadas férias chegaram e os pequenos estão superanimados para se divertir o quanto puderem! Entretanto, os papais, mamães e a família toda têm que arregaçar as mangas, soltar a criatividade e se virar nos trinta para entrar no clima da criançada que está cheia de energia. Pois é! Nem sempre férias significam descanso para quem tem criança pequena em casa. Além de, em muitos casos, as férias dos pais não coincidirem com as dos filhos. Por isso, para aqueles que conseguem uns dias de folga, surge o desafio de distrair e ocupar o tempo dos pequenos durante o recesso. Mas calma… Se você não vai viajar e precisa urgentemente de ajuda para a diversão em casa, nós podemos ajudar.

Visitar um amigo ou familiar querido

Que tal tirar uma tarde para visitar um amigo querido, a vovó, os tios ou a dinda? Assim, vocês podem tomar um café e matar a saudade. Afinal, nada mais gostoso do que passar o tempo com pessoas que amamos, não é?

Fazer uma sessão cinema

Vocês podem escolher os filmes favoritos do seu pequeno e fazer uma maratona de filmes! Então, é só preparar a pipoca e começar o cineminha!

Desenhar e Pintar

Hora de soltar a criatividade! Portanto, peguem lápis, papel, giz, tinta e tudo que tiverem em casa para brincar de artista.

Brincar de massinha

Além de ganhar a atenção dos pequenos pela cor, a massinha de modelar é um ótimo recurso para fazer brincadeiras sensoriais. Para que ela possa ser usada sem preocupação, o ideal é que você mesmo prepare uma receita de massinha caseira, que, além de ser atóxica, se torna uma diversão barata e eficaz no desenvolvimento psico-motor do pequeno.

Cozinhar

Vocês podem escolher uma receita ou, até mesmo, fazer uma por dia! Pizza, bolo, sanduíches, panquecas! Assim, você vai descobrir que cozinhar com os pequenos pode ser um passatempo mais divertido do que você imagina!

Fazer um passeio ecológico

Além de divertido e saudável, vocês podem aproveitar para conhecer um lugar bem bonito da cidade, como parques e trilhas!

Criar um brinquedo

Ainda na pegada “faça você mesmo”, que tal fabricar um brinquedo com embalagens recicláveis?

Acampamento em casa

No quintal com barracas e lanternas ou, atém mesmo, na sala de casa com edredons e travesseiros. Com um pouco de imaginação, esse acampamento vai ser a maior aventura!

Dia da faxina

Ajudar nas tarefas domésticas é muito importante para o desenvolvimento do seu pequeno, então, que tal unir o útil ao agradável e transformar o momento da faxina em pura diversão? Vale, também, colocar música e fazer brincadeiras enquanto deixam tudo bem limpinho!

Começar uma coleção

Pode ser figurinhas, cartões, adesivos ou o que preferirem! Afinal, quem não adorava colecionar itens e objetos na infância?

Fazer um tour pela cidade

Vocês podem ir a lugares que nunca foram ou voltar aos seus lugares favoritos da cidade! Até o próprio trajeto já será divertido, seja de carro, a pé, bicicleta, metrô ou ônibus.

Montar uma peça de teatro

Vocês podem criar uma história e interpretá-la de maneira divertida! Inclusive com direito a personagens, fantasias e cenários.

Fazer um desfile de modas

Que tal pegar as roupas do armário e fazer diferentes e divertidas combinações? Também pode ser muito engraçado!

Contação de histórias

Outra ideia é pegar os livros favoritos do seu pequeno e fazer uma contação de histórias! Um pode contar a história para o outro!

Personalizar roupas

Que tal pegar aquelas roupas que estão esquecidas há algum tempo e customizá-las? Para isso vale pintar, cortar ou enfeitar com brilhos e fitas!

Fazer um karaokê

Cantar é sempre uma delícia! Por que não fazer um karaokê com as músicas preferidas?

Piquenique

Vocês podem preparar lanchinhos gostosos e saudáveis e escolher um lugar bem bonito e agradável para fazer um piquenique. Também vale o quintal de casa!

Tirem fotos

Que tal uma sessão de fotos? Pode ser em casa ou durante algum passeio. Essa é uma ótima maneira de registrar as lembranças das férias.

Fazer fantoches

Com meias, papel, caixas ou garrafas vocês podem fazer fantoches divertidos para brincar

Noite do pijama

Você pode convidar alguns amiguinhos ou os primos do seu pequeno para uma noite do pijama com muitas brincadeiras, filmes e jogos!

Pista de dança

Vocês vão ver como a sala de casa pode se tornar uma super pista de dança! Para isso, basta arrastar um pouco os móveis e colocar o som na caixa!

Matéria original do blog Leiturinha.

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Por dentro da Pinacoteca e Sala São Paulo

Por dentro da Pinacoteca e Sala São Paulo

Você sabia que a Pinacoteca é o Museu de Arte mais antigo de São Paulo? E que a Sala São Paulo era na verdade uma estação da antiga Estrada de Ferro Sorocabana? Incrível, não é mesmo? Por isso, separamos aqui, algumas curiosidades sobre esses lugares fantásticos para você ficar por dentro. 

Já pensou quantas histórias, particularidades e curiosidades os prédios antigos da cidade guardam? Pois é, se eles resistiram ao tempo, tem algum motivo. Nossos alunos foram descobrir o que guardam dois desses edifícios e ficaram encantados com a Sala São Paulo e a Pinacoteca do estado. Conheça um pouco mais sobre esses dois lugares e não deixe de fazer uma visita. 

Pinacoteca

A Pinacoteca do Estado de São Paulo ocupa um edifício construído em 1900, que originalmente foi projetado para ser a sede do Liceu de Artes e Ofícios.

Após a reforma conduzida por Paulo Mendes da Rocha na década de 1990, tornou-se uma das mais dinâmicas instituições culturais do país.

A Pina, como também é conhecida, também administra o espaço denominado Estação Pinacoteca, instalado no antigo edifício do DOPS (Departamento de ordem política e social), no Bom Retiro.

A instituição tem um dos melhores e mais completos acervos do Brasil: são 11 000 obras de artistas brasileiros e estrangeiros. De tempos em tempos, as peças em exposição são trocadas. No site do museu, é possível pesquisar cada um dos trabalhos que fazem parte do acervo.

Em 1930, o edifício foi danificado por um incêndio que destruiu, em grande parte, os registros históricos do Liceu de Artes e Ofícios. Após o reparo do prédio, o governo paulista requisitou a cessão de toda a ala direita do edifício para abrigar o Grupo Escolar Prudente de Moraes, passando a ocupar dezesseis salas e duas galerias. Com a diminuição da área expositiva, a direção da pinacoteca realocou parte do acervo, transferindo diversas obras para outros edifícios governamentais

Ao lado da Pinacoteca existe o Jardim das Esculturas. Dentro do Parque da Luz, na parte mais próxima ao museu. Lá estão diversas obras expostas ao ar livre: esculturas de Amilcar de Castro, Marcelo Nietsche e Leon Ferrari.

As paredes em tijolo aparente não foram intencionais. A ideia é que elas fossem rebocadas. Com a reforma, o arquiteto achou que dava uma melhor aparência ao prédio e o manteve deste jeito.

Sala São Paulo

O forro móvel da sala é o elemento mais comentado quando se fala da excelente acústica do local. Outros elementos, no entanto, também são muito importantes, como a disposição dos balcões, a inexistência de carpetes e cortinas, o desenho das poltronas, entre outros.

Para a construção da Sala São Paulo, onde antes funcionava a antiga estrada de ferro Sorocabana, foram utilizados: 15.000 metros cúbicos de concreto, 1.000 toneladas de aço e 4.500 toneladas de areia. Em 9 de julho de 1999, foi realizada a inauguração, com a Sinfonia de número 2, Ressureição, de Mahler. Atualmente, é considerado o espaço com a melhor acústica da América Latina;

Nelson Dupré foi o arquiteto responsável pelo restauro e readequação da Sala São Paulo.

Quando o prédio foi projetado – em 1925, por Christiano Stockler das Neves – a cidade crescia em ritmo acelerado em função da economia do café e das ferrovias. Quando sua construção foi concluída, treze anos mais tarde, a presença de automóveis já começava a minimizar o uso de bondes e trens.

A Osesp – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo – foi fundada em 1954 e hoje é reconhecida internacionalmente por sua excelência. Já realizou turnês pela América Latina, Europa e Brasil e desde 2008 mantém o projeto Osesp Itinerante, realizando concertos, oficinas e cursos pelo interior de São Paulo.

O salário dos 158 músicos (sendo 43 estrangeiros) da orquestra varia entre R$ 9.200,00 e R$ 19.350,00. Os dois spallas (primeiros violinos), Cláudio Cruz e Emmanuele Baldini, são os que ganham mais. O salário de Arthur Nestrovski, atual diretor artístico da Osesp, é de R$ 30.000,00.

Para visitar a Pinacoteca

Endereço: Praça da Luz, 2 – Luz, São Paulo – SP

Bilheteria: Quarta a segunda, das 10h às 17:30.

Entrada: O valor do ingresso é R$ 10,00, sendo R$ 5,00 reais a meia-entrada para estudantes com carteirinha.
Menores de 10 anos e maiores de 60 são isentos de pagamento.
Aos sábados a entrada é gratuita para todos.

Para visitar a Sala São Paulo

Endereço:
 Praça Júlio Prestes, 16 – Campos Elíseos.

Bilheteria: Segunda a sexta, das 10h às 18h; Sábados, quando houver apresentação, das 10h às 16h30 ou até o início do concerto; Domingos e feriados: quando houver apresentação, desde duas horas antes do concerto.

Entrada: valores de acordo com a programação

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Limites

Sobre limites e liberdade

Pais que cresceram muito livres acabaram perdendo referências e hoje se veem confusos entre o diálogo e a imposição de regras. Se você se enxerga nesse impasse, vamos ajudar a encontrar caminhos para enfrentar a jornada desafiadora de educar os filhos.

Crianças desafiadoras, críticas e contestadoras. Pais perdidos entre a conversa e o castigo, inseguros na forma de agir e impacientes na sua busca pela solução de conflitos. Com a atenção dividida entre
o acesso a todo tipo de informação e a procura interna por experiências e vivências pessoais. No horizonte de tudo isso, a tentativa de estabelecer os limites. Os da criança, os dos pais, os da sociedade.
Por que essa relação anda tão conflituosa? Sempre foi difícil estabelecer essas fronteiras e conquistar a autoridade? Sendo essa geração tão diferente da de seus pais, faz sentido educá-la da mesma forma? A resposta para tudo isso é “sim” Mas para cada pergunta há uma explicação, e para os questionamentos há reflexões possíveis. Vamos tentar entender…
Segundo especialistas que estudam a educação de crianças ao longo de gerações, estamos vivendo um momento peculiar em relação aos limites. Quem está criando filho hoje é diferente de quem criou no passado e vive em uma sociedade também bastante distinta. Essas mudanças implicam na educação das crianças.
Um estudo publicado no final de 2018, nos Estados Unidos, pelo pesquisador Patrick Ishizuka, da Cornell University, mostrou que a maioria dos pais de hoje está dedicando mais tempo e dinheiro para os filhos do que faziam na década de 60. Ele aponta que 75% dos 3.600 pais pesquisados no país consideram que uma abordagem centrada na criança e que exige muito tempo para cuidar delas é a melhor maneira de cria-las. O pesquisador chama esse fenômeno no de “paternidade intensiva”.

No entanto, o diferencial dessa dedicação – comparada aquela quase exclusiva que, sobretudo a mãe, dava aos filhos na década de 60- é que hoje ela é focada mais nas expectativas dos pais em relação ao sucesso das crianças do que na sua formação como indivíduo.
Os resultados da pesquisa sugerem que os pais estão passando por uma pressão para gastar tempo e grandes quantias de dinheiro com a preocupação de que os filhos sejam bem-sucedidos.

PARA ENTENDER OS PAIS

A escritora e filósofa Tania Zagury, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem 34 livros dedicados a compreender as relações entre filhos e pais desde a década de 60. Ela explica que foi exatamente naquele momento que a percepção sobre a educação mudou radicalmente. Até então, havia uma hierarquia forte na família, que dava limites de forma rígida. O pai estava no topo da organização, ocupava papel de juiz e provedor financeiro e era chama do em momentos mais decisivos. A mãe estava no meio e os filhos, na base. “Naquela época, bater era considerada uma medida educativa lícita e efetiva”, explica. Medida que, sabemos, não educa, só gera medo, não faz nenhum sentido.

“A revolução estudantil na França, em 1968, repercutiu em todos os países do Ocidente, como um movimento de liberdade de uma maneira geral, e isso refletiu-se na educação das famílias”, diz Tania. “Os jovens que participaram desses movimentos, já sob a influência da psicanálise de Freud, começaram a difundir isso na política e na educação dos filhos.”
O que se segue é uma geração de pais que radicalizam para o outro lado. Da repressão à liberdade total – mas eram leigos e não conseguiram prever as consequências disso. Os pais que criam filhos hoje são os filhos dessa geração.
Embora parte queira dar limites e entenda essa necessidade, eles não sabem bem como fazer e têm dificuldade de abrir mão de seus próprios quereres. 

“Quem não recebeu limite também não gosta muito deter o trabalho de impor. Dar limite é chato, dificil, cansativo, são anos de trabalho diário e ininterrupto”, afirma Tania.
O que se tem observado é uma corrida a especialistas em busca de soluções rápidas e que sejam eficazes como aplicativos. “Vejo pais que pedem remédio para fazer o filho de 2 anos dormir, mas o problema está na rotina deles próprios”, diz a pesquisadora. “Para ensinar respeito ao outro têm uma babá, para resolver um problema na escola chamam um professor. Eles terceirizam a questão dos limites porque não sabem lidar com ela.

PARA ENTENDER OS FILHOS

O psicanalista Christian Dunker, da Universidade de São Paulo (USP), autor do livro O Palhaço e o Psicanalista (Ed. Planeta), explica que as relações interpessoais estão cada vez mais funcionais, e que a pressão por resultados rápidos tem impedido que pais dediquem tempo para escutar seus filhos. “A consequência são crianças que crescem individualistas, pouco aptas ao compartilhamento, muitas vezes egoístas, sem capacidade de empatia. Todas as outras habilidades socioemocionais advêm da escuta.”

Os limites crescem e se tornam mais eficazes quando são transgredidos, se fundo Dunker. “A criança precisa deles para poder infringi-los e recompô-los. E quebrando regras que se aprende a pedir desculpas, a consertar relações, reparar e curar nosso laço com o outro. E normal e saudável que ela não aceite o primeiro não e desobedeça de novo e de novo.”
Para os pesquisadores, os pais têm uma força enorme junto aos filhos na primeira infância, daí a importância da presença de normas bem definidas desde cedo.

A educadora parental Lua Barros diz que essas questões são comuns entre os pais que a procuram em busca de melhorar o relacionamento com os filhos. “E duro remar contra a maré, porque é difícil fazer a criança perceber que nós a estamos preservando. Ela é regida pela vontade de pertencer, de estar em um grupo e pode, mesmo, ficar excluída”, explica. “A partir das escolhas dos pais sobre o que irão ou não permitir, é preciso fortalecer emocionalmente o pequeno para que ele consiga lidar com os amigos.”
Sonegar o acesso, principalmente dos eletrônicos, segundo Lua, cria uma barreira entre os pais e os filhos. Mas, se a decisão for negar, preciso ajudar a criança a construir um repertório para entender por que não vai ter e indicar a ela quando vai poder ter.
Invariavelmente, os pais vão ter de lidar com a persistência, as frustrações e o mau humor, sobretudo dos que estão entrando na pré-adolescência. E entender que a criança vai sempre querer ultrapassar os limites e não vai parar no primeiro “não”.

PARA ENTENDER OS LIMITES

Mas o que significa impor limitações a uma criança? Fazer com que ela aceite um “não” sem explicação e sem contestar? E possível deixar o pequeno falar e argumentar sem perder o controle sobre ele? Qual é o efeito das regras na sua formação como indivíduo?
Para adquirir as competências de regulação nos aspectos emocional, ético moral, social, ela precisa encontrar um ambiente que tenha regras. Se não há, essas capacidades não se de desenvolvem de forma adequada.
Segundo Ramos, conforme a criança cresce, vai se apropriando da habilidade de ela própria introjetar essas normas, até que passam a fazer parte de sua constituição psíquica. “Ela assimila
as regras e vai se estruturando a partir delas quando são boas e o ambiente é coerente, ou seja, quando a cobrança vem acompanhada do afeto.”
Impor limite a uma criança não significa limitá-la nem afastá-la. Muitos se preocupam em perder o afeto dos filhos por desagradá-los. “Em algum momento to você vai descontentar, porque ninguém gosta de ouvir ‘não’. Mas quando a relação afetiva é de boa qualidade o efeito é contrário”, explica Ramos.

Mais uma vez, Christian Dunker reitera que a chave do relacionamento está na escuta. Se ela for bem executada, a criança também vai aprender a ouvir: “Devemos dar atenção a ela, considerando que é uma pessoa que tem o seu próprio ponto de vista. Procure se abaixar para ficar no nível do seu filho, não use argumentos de opressão e estará ensinando como ele pode ouvir e ser ouvido.”

PARA, ENFIM, EDUCAR

De acordo com Fernando Ramos, na medida em que houve uma evolução muito rápida de costumes, com forte influência do desenvolvimento da tecnologia, as gerações mais novas ficaram inseguras. “Esses pais não têm mais um exemplo em que se basear porque as gerações anteriores são criticadas em muitos aspectos. E não sabem o que oferecer no lugar.”
A dificuldade de estabelecer limites e saber lidar com as birras e manhas tirou de Lua Barros o prazer de ser mãe. E foi esse sentimento e da busca pelos motivos que a levaram ao novo ofício de educadora parental. “De repente eu me vi gritando e impondo castigos. Lua tem 37 anos e é mãe de João, 11, Irene, 7, Teresa, 5, e Joaquim, 2. Quando engravidou do último, percebeu que a maternidade estava longe da idealiza da. Hoje, dá cursos para ajudar outras mães e conta que há pais que a procuram quando a criança tem a partir de 1 ano e meio porque não entendem o que está acontecendo com ela. As situações que chegam são as mais diversas, como “meu filho está batendo no amiguinho”, “minha filha está mentindo” comportamentos que são típicos das fases da criança. E aquela família está em pé de guerra, numa disputa de poder exaustiva, que traz desarmonia e acaba rotulando as crianças de “difíceis”.
A educadora parental lembra que a saída para essa situação deve ser sempre entender a criança e procurar, na rotina e no relacionamento com ela, possíveis causas para esse comportamento: “Os pais precisam se conectar com o filho e se desconectar da sua performance. Entender que os problemas estão neles próprios e que as soluções devem partir do afeto. Que a autoridade não se impõe, se constrói”, diz Lua.

Nem sempre é fácil. Porque, para educar, é preciso equilibrar a balança, ter autoridade sem ser autoritário, ponderar entre agressividade e permissividade. O caminho é árduo, mas tem de ser trilha do. Dúvidas costumam surgir nessa jornada: ao mesmo tempo em que os pais não deixam que a criança se frustre por que não querem ter de lidar com choro e birra – que vêm a reboque da imposição do limite -, quando estão fora de casa, segundo Lua, eles se veem pressionados a responder com mais agressividade, porque se sentem cobrados e têm medo do julgamento. “A criança fica sem saber em qual margem segurar, qual o papel do pai e da mãe, afinal. Como reflexo, está sempre testando. O pequeno simplesmente não reconhece os comandos porque eles não são colocados de forma clara”, explica Lua.
Na avaliação da educadora, ao hesitar, esses pais não conseguem exercer sua autoridade sem ser autoritários. “A criança de hoje já se percebe como um ser social desde muito nova e entende que não tem de abaixar a cabeça. Antigamente os filhos entendiam o pai pelo olhar, hoje você pode lançar aquela vi são de raio X e a criança nem se abala.”
“O mais importante é que os pais entendam que, se eles forem coerentes, tiverem regras sensatas e forem consistentes não vão prejudicar os filhos. Pelo contrário, vão ajudá-los”, conclui Fernando Ramos. “Os pais podem até ser criativos e passar isso para os filhos da sua maneira, mas de uma forma equilibrada. E assim que as relações se constroem e se fortalecem.”

 

Conteúdo original da Revista Crescer. 

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Os diferentes perfis de pais e mães, de acordo com os professores

Os diferentes perfis de pais e mães, de acordo com os professores

Sim, secretamente eles traçam os tipos mais comuns. Você pode a não concordar, mas vai se identificar com algum deles.

O ESPECIAL

Seu filho é o seu mundo e não há nada mais importante do queele. Não significa, no entanto, que ele possa chegar atrasado ou não fazer a tarefa de casa. Você é aquele tipo de pai ou mãe que sempre tem bons motivos para que o filho possa descumprir alguma regra. E acha que ele nunca teve culpa pelo que aconteceu, mas só você pode julgá-lo.

O CLONE

Não é possível que esse tipo de pai e mãe seja apenas um. Ele é capaz de estar em todos os lugares antes mesmo que o filho chame por ele. E sempre o último a deixar o portão da escola na entrada e o primeiro a chegar, no horário da saida. Está presente em todas as discussões e não deixa a criança nem sequer amarrar o cadarço sozinha.

SEM FRONTEIRAS

Esse é aquele que envia mensagens pelo celular para os professores diariamente "apenas para checar" algo. E, claro, não segue o horário comercial ou do bom senso. Escreve ou até mesmo liga, inclusive à noite, e não é capaz de compreender que está passando dos limites e que o assunto, de fato, poderia esperar até a manhã seguinte para ser resolvido.

O DRAMALHÃO

Basta um incidente escolar, muitas vezes, sem que o filho dele faça parte, para que esse pai ou mãe repita a história para todos na escola sem parar. Enquanto aquilo não virar um drama e todos estiverem ao seu lado, ele não vira o disco.

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O FANTASMA

O nome dele até consta no documento da criança, mas ele nunca apareceu. A lista de prioridades desse pai ou mãe deve estar invertida, já que participar da educação do filho não está nas primeiras posições

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SUPERPROTETOR

Esse tipo de pai ou mãe sempre diz que o filho dele é diferente em casa. Não apronta, não briga, não faz nada de errado e que esse comportamento não é culpa dele e, sim, das outras crianças,- que o provocam, claro.

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