Controle parental no Tiktok

Controle parental no TikTok: O que é e como usar?

   O tiktok é uma das redes sociais mais utilizadas do momento, mesmo sendo bastante conhecida, muitas pessoas ainda se perguntam: o que é TikTok e, porque é tão popular?

   Se você está preocupado com o quanto tempo os seus filhos andam mexendo no celular, mas não sabe o que eles fazem, saiba que possivelmente estão passando bastante tempo no TikTok. Sendo uma das maiores plataformas de compartilhamento de vídeos curtos, e é usado para conteúdos de todos os tipos, desde comédia até vídeos educativos.

   Referente ao limite de idade, o TikTok ajusta automaticamente as configurações de privacidade de um usuário com base na data de nascimento inserida ao criar sua conta. Mas qualquer um pode mentir sobre sua idade. Embora o TikTok não faça verificações de idade quando um usuário se inscreve, ele afirma ter “moderadores” treinados para prever e relatar quando um usuário é suspeito de ser menor de idade.

   Controlar o tempo que seus filhos ficam em seus dispositivos e garantir que não estejam enfrentando problemas na rede é parte do papel de ser um pai ou mãe. A plataforma adicionou a possibilidade de fazer isso, por meio de uma ferramenta chamada emparelhamento familiar.

Como usar o emparelhamento familiar?

   Para que você possa usar o emparelhamento familiar é necessário que você crie uma conta no TikTok. Vale lembrar que a idade mínima para uso do TikTok é de 13 anos. Com a sua conta criada, você precisa emparelhar as duas contas, coisa que deve ser aprovada em ambos os smartphones. Depois, escaneie o código QR na seção de “Bem-estar Digital” da conta do seu filho. Siga o passo a passo abaixo para uma explicação mais completa.

   Primeiro, abra o TikTok em ambos os celulares;
Agora, vá até o perfil nos dois celulares e role até a seção de “Bem-estar Digital”;
Clique em “Emparelhamento familiar” selecione se o smartphone é do adulto ou do adolescente;
No smartphone do adulto, digitalize o código QR que está no do seu filho;
Pronto, agora você tem acesso a todos os recursos de segurança protegidos por senha dos pais;

   Com o emparelhamento familiar ativo, você pode gerenciar o tempo de tela de seus filhos de maneira remota, indo no “Bem-estar Digital” e em “Gerenciamento de tempo da tela”, onde pode definir um tempo e uma senha.. Para desativar isso, é só seguir os mesmos passos.

   Também pode controlar quem manda mensagens diretas para a conta de seu filho ou até completamente desativar as mensagens diretas de maneira remota. Para fazer isso, vá no perfil, nas configurações, role até “Privacidade e Segurança”, selecione “Quem pode enviar mensagens para você” e escolha “Todos”, “Amigos” ou “Desativado”.

   Além disso, dá para restringir conteúdos inapropriados ativando o modo restrito de maneira remota. Para tal, basta ir em “Bem-estar digital” e “Ativar modo restrito”, escolhendo uma senha. Para desativar, basta seguir os mesmos passos!

   É importante auxiliar a criança no uso e procurar saber o que ela faz na rede e com quem interage, sempre explicando que o número de curtidas e seguidores não deve ser o objetivo maior do uso da plataforma.

Como falar com crianças e adolescentes sobre séries como Round 6

como falar com crianças e adolescentes sobre séries como Round 6

Cenas de sexo e violência podem impactar desenvolvimento psíquico e levar crianças a reproduzir conteúdos de filmes e séries.

O avanço tecnológico e as plataformas de streaming popularizaram o consumo de produções audiovisuais do mundo todo, mas também possibilitaram o consumo de séries e filmes com conteúdo violento por crianças e adolescentes.

A recente estreia “Round 6”, produzida pela Netflix virou sucesso no mundo todo e bateu o recorde de série mais assistida na história da plataforma. Com a classificação indicativa de 16 anos, os episódios abordam conteúdos de violência, sexo e suicídio, que podem impactar negativamente no desenvolvimento psíquico de crianças e adolescentes.

A questão não é recente. Séries como ‘The Walking Dead’, não indicada para menores de 16 anos, e ‘Sobrenatural’, não indicada para menores de 14, já foram muito populares entre crianças mais novas. Além disso, é necessário citar também as redes sociais, principalmente instagram e Tik Tok, onde muitos desses conteúdos são popularizados e não há filtro de acesso, deixando as crianças expostas a tudo. Vale lembrar também do Youtube, que apesar de ter conteúdos destinado as crianças, ainda possui um acesso fácil aos demais vídeos. 

Cada família é responsável em decidir o que é melhor para seus pequenos, no entanto, é necessário reforçar a importância de haver um controle, ou, no mínimo, orientação sobre o acesso a conteúdos sensíveis nesse público mais jovem. Nós enquanto escola, devemos sempre orientar as crianças e nesse caso cabe também atualizar as famílias sobre os riscos e consequências de expor a cenas de violência ou sexo.

Por mais que a criança não entenda o contexto apresentado, é possível notar que esse tipo de acontecimento não está presente em seu dia a dia, o que pode leva-la a tentar reproduzir com os colegas, mesmo que por brincadeira. Uma vez que não sabemos como a criança irá interpretar e lidar com a exposição a estes conteúdos, é fundamental conversar caso aconteça e explicar que se trata de algo que não é real e não deve ser reproduzido.

De acordo com psicólogos, a autonomia intelectual para distinguir o que é realidade e o que é fantasia está em formação em crianças de menos de 12 anos. Por isso, elas ainda não conseguem analisar o efeito das escolhas que fazem, nem mesmo têm capacidade para interpretar esses conteúdos de modo que não tragam prejuízos para seu processo de desenvolvimento.

Como lidar com essa situação?

Evite conteúdos inadequados
Não assista conteúdos inadequados a crianças na presença delas. Dê preferência a conteúdos infantis quando estiverem assistindo juntos. Isso mostra que o conteúdo que elas assistem é divertido e interessante e não gera curiosidade sobre assuntos inadequados.

Crie um perfil infantil
Os serviços de streaming oferecem perfis infantis com filtro de conteúdos. Crie uma conta para seu filho e mostre o tanto de conteúdo legal que ele tem acesso. Explique que ele pode assistir o que estiver ali e, caso queira ver algo de outro perfil, é preciso pedir permissão antes. Alguns serviços de streaming oferecem a possibilidade de criar senhas para restringir o acesso a perfis –o que impede crianças de abrir conteúdos dos pais, por exemplo.

Confira o que a criança está assistindo
Também é possível acessar o histórico do aplicativo e verificar o que foi acessado anteriormente. Faça isso e confira o que a criança assiste quando está sozinha.

Converse
Se a curiosidade surgir, converse com a criança sobre os conteúdos inadequados. Explique, sem detalhes, o assunto em questão. Por exemplo, diga que agressão é crime e não deve ser cometida, aceita ou reproduzida. Explique que o que ela viu é uma ficção e não deve ser feito na vida real. E se a curiosidade persistir, diga que ela pode sempre perguntar para um adulto de confiança.

Guia da classificação indicativa
No Brasil, as produções audiovisuais veiculadas na TV, em cinemas, distribuídos digitalmente ou por outros meios de comunicação precisam ser devidamente classificadas de acordo com a faixa etária indicada. A orientação é do Ministério da Justiça e está descrita no guia prático de classificação indicativa.

As classificações podem ser:

Na TV aberta, por exemplo, cenas de sexo, consumo ou alusão a drogas ou violência só podem ser veiculadas a partir de horários específicos e sempre deve apresentar a classificação indicativa. O objetivo é informar aos pais e responsáveis se o que está sendo exibido é ou não recomendado para crianças e adolescentes.

Conteúdos disponibilizados por serviços de distribuição ou de streaming também precisam ser classificados. Mas, como nestes casos o horário de exibição não é controlado, os profissionais reforçam a necessidade de um controle parental para evitar o consumo indiscriminado de produções não recomendadas. Apesar disso, o consumo de conteúdos inadequados não é proibido, desde que seja permitido por um responsável legal que assuma os riscos da exposição não indicada.

Matéria original do G1

Compartilhe essa matéria com seus amigos!

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter